Tripofobia – O que é, sintomas, tratamento e informações

Tripofobia

Públicado em: 30 de maio de 2022

Última Atualização em: 30 de maio de 2022

Você já ouviu falar em tripofobia? Neste conteúdo, você verá uma série de informações importantes sobre essa condição que afeta a vida de milhares de pessoas. Acompanhe!

Tripofobia tem cura? Existe cura para a tripofobia?

Como a tripofobia não é uma condição reconhecida, o seu tratamento visa minimizar os impactos causados pelo quadro. Porém, ainda não há relatos de que haja alguma cura para o problema.

O que a tripofobia pode causar?

A tripofobia pode causar uma série de sintomas físicos e emocionais no indivíduo, que variam de acordo com o gatilho e a intensidade do quadro. Veja alguns dos efeitos mais comuns ao ser exposto às imagens específicas:

  • Coceira;
  • Sentimento de repulsa;
  • Nojo;
  • Medo;
  • Enjôo;
  • Crise de pânico;
  • Formigamento;
  • Aumento dos batimentos cardíacos.

Vale ressaltar que algumas pessoas podem ter sintomas mais ou menos intensos, variando de caso a caso.

O que é tripofobia humana?

A tripofobia consiste em sentir “medo” de padrões específicos, normalmente em forma de buracos. As pessoas podem possuir uma aversão ou medo irracional a imagens ou objetos que apresentem buracos ou padrões irregulares. Essa condição também é chamada de “medo de buracos”.

Como realizar o teste da tripofobia

O teste é bastante prático e simples. Para saber se uma pessoa sofre de tripofobia, ela precisará ser exposta (gradativamente) a imagens com aglomerados de círculos, buracos e furos. A intensidade das reações e dos sintomas (como batimentos acelerados) podem dar pistas da presença do problema.

O ideal é que o teste seja feito próximo a um profissional, pois a pessoa pode ter reações muito intensas, que causam um mal-estar forte.

Quais são os sintomas da tripofobia

Os sintomas da tripofobia se manifestam quando o indivíduo é exposto às imagens com círculos, buracos e furos irregulares. Nessas circunstâncias, é possível identificar os seguintes comportamentos:

  • Repulsa à imagem, virando o rosto ou apertando os olhos.
  • Enjôo e nojo ao visualizar a imagem.
  • Crises de pânico diante da exposição.
  • Batimentos cardíacos acelerados ao se deparar com os buracos.
  • Sensações de mal-estar irracionais.

Tripofobia é um transtorno de saúde mental?

Oficialmente, a tripofobia não é considerada um transtorno/distúrbio mental no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), da Associação Americana de Psiquiatria (APA).

No entanto, isso não significa que esse quadro não mereça atenção. Se você sofre com os sintomas causados pelo medo dos buracos, pode e é aconselhável que busque ajuda psicológica.

Quais são as causas do medo de buracos?

Ainda existem muitas controvérsias quando pensamos nas causas do medo dos buracos. Porém, alguns profissionais e estudiosos apontam que há uma ligação entre a sobrevivência e a evolução da espécie.

De forma inconsciente, o cérebro entende que os padrões de buracos podem significa doenças infecciosas e contagiosas. Já outros estudiosos também relacionam os padrões às imagens de sapos, cobras e outros animais que possam ser peçonhentos.

Dessa maneira, podemos dizer que há indícios de que as causas se associam com um medo protetivo: aquele que faz com que o indivíduo se afaste dos “buracos” para evitar alguma contaminação – mesmo que irreal.

Quais são os principais gatilhos da tripofobia?

Os gatilhos da tripofobia podem ser bastante variáveis. Isso porque as formas circulares e de furos podem ser encontradas de diversas maneiras diferentes. Por isso, não dizemos que existe um ou poucos gatilhos, mas podemos elencar alguns para que você possa compreender melhor:

  • Verrugas em grande quantidade;
  • Morangos;
  • Algumas peneiras;
  • Algumas frutas cortadas;
  • Favos de mel;
  • Bolhas de sabão;
  • Espuma do café;
  • Esponjas;
  • Desenhos circulares;
  • Escumadeira;
  • Poros da pele;
  • Chuveiros;
  • Aglomerado de olhos;
  • Folículos capilares;
  • Tubos empilhados, visto de frente;
  • Plástico bolha;
  • Demais aglomerados de círculos/furos/buracos.

Os gatilhos podem ser sentidos virtualmente (visualizando fotos online) e pessoalmente (diante de um padrão).

O que a ciência e a psicanálise dizem a respeito?

Estudos preliminares têm apontado que a tripofobia pode ter causa genética envolvida no seu desenvolvimento. Porém, ainda temos longos caminhos para percorrer ao analisar o quadro e verificar as potenciais causas do problema.

Quanto à psicanálise, a visão é um pouco diferente. O conceito da falta (característica da teoria Freudiana) pode explicar a repulsa aos buracos – a repulsa ao vazio. Seria o indivíduo sentindo o horror à castração (sendo este outro conceito da psicanálise).

Fatores de risco

Como ainda não se trata de um quadro clínico reconhecido, além de haver poucos estudos feitos sobre o assunto, não existe uma classificação precisa dos fatores de risco desse quadro.

Conclusão

A tripofobia ainda não consta no DSM-V e, portanto, não é considerada um transtorno ou distúrbio mental de fato. Porém, isso não significa que pessoas com os sintomas de tripofobia não mereçam um tratamento específico. A psicoterapia pode auxiliar na minimização das reações adversas diante dos efeitos causados pela exposição às imagens.

Além disso, vale ressaltar que o medo de buracos/furos também pode denunciar uma defesa do cérebro, que associa as imagens a doenças infecciosas ou animais peçonhentos.

De todo modo, se os sintomas têm atrapalhado a sua rotina e a sua vida, busque ajuda profissional! Psicólogos podem lhe ajudar a lidar com o problema, entendendo as causas e diminuindo os sintomas.

A tripofobia é real para muita gente. E como tal, merece receber atenção e acompanhamento profissional de qualidade. Cuide-se!

Referências

Tripofobia: um relato de caso do tratamento do medo de buracos. Disponível em: <https://rbtcc.webhostusp.sti.usp.br/index.php/RBTCC/article/view/886/482> Acesso em 23 maio 2022.

Revisado por Camila Bonatti: Psicóloga (CRP12/17354)

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