As 15 drogas mais consumidas no Brasil
Drogas mais consumidas no Brasil

As 15 drogas mais consumidas no Brasil

Públicado em: 9 de março de 2021

Última Atualização em: 18 de março de 2021

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) fez uma pesquisa para analisar quais são as drogas mais consumidas do país. Concluído em novembro de 2017, esse trabalho é conhecido como Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad) e já está em sua terceira edição.

Leia este texto e saiba quais são as 15 drogas mais consumidas do Brasil.

  1. Bebidas alcóolicas
  2. Tabaco
  3. Medicamentos não prescritos
  4. Maconha
  5. Cocaína
  6. Medicamentos não prescritos
  7. Solventes
  8. LSD
  9. Ecstasy/MDMA
  10. Drogas injetáveis
  11. Quetamina
  12. Heroína
  13. Chá de Ayahuasca
  14. Cogumelos alucinógenos
  15. Popper

1  – Bebidas alcóolicas

  • Consumo total (pessoas que beberam ao menos uma vez): 66,4% dos brasileiros;
  • Consumo em 2016: 43,1%;
    Outubro de 2017 (um mês antes do fim da pesquisa): 30,1%.

2 – Tabaco

De acordo com o Lenad, o tabaco é a segunda droga mais utilizada do país. O estudo observou que 26,4 milhões de brasileiros usaram alguns produtos com essa substância ao longo de 2016. Isso equivale a 17,3% da população nacional.

  • Consumo total (pessoas que fumaram ao menos uma vez): 51 milhões de pessoas;
  • Consumo em 2016: 26,4 milhões de pessoas
  • Outubro de 2017 (um mês antes do fim da pesquisa): 21 milhões, sendo 12 milhões de homens e 9 milhões de mulheres.

3 – Medicamentos não prescritos

Os medicamentos não prescritos pelos profissionais da saúde completam o pódio dessa lista. De acordo com o Lenad, todos os medicamentos listados foram consumidos pelos entrevistados ao menos uma vez. Os números de consumo desses medicamentos ficaram assim:

  • Benzodiazepínicos (hipnóticos): 6 milhões de pessoas;
  • Opiáceos: 4,4 milhões de pessoas;
  • Anfetamínicos: 2,1 milhões;
  • Barbitúricos: 765 mil;
  • Anticolinérgicos: 542 mil;
  • Anabolizantes: 229 mil.

Consumo de drogas ilegais

Curiosamente, as três drogas citadas anteriormente são lícitas (legalizadas). Talvez isso explique o grande número de consumidores.

A partir de agora, apenas entorpecentes ilegais serão mostrados neste texto. Ou seja, fabricar ou vender essas substâncias é crime passível de prisão. A seguir, veja o resto da lista de 15 drogas:

4 – Maconha

  • Consumo total (pessoas que usaram ao menos uma vez): 11,7 milhões de brasileiros;
  • Consumo em 2016: 3,8 milhões;
  • Outubro de 2017 (um mês antes do fim da pesquisa): 2,2 milhões.

Conteúdo relacionado:

Conheça os perigos da maconha sintética

5 – Cocaína

O Lenad aponta a cocaína como a quinta droga mais usada no Brasil. Ao todo, 4,6 milhões de pessoas já experimentaram essa substância. Por sua vez, 1,3 milhão a consumiu em 2016 e 461 mil consumiram esse entorpecente em outubro de 2017.

  • Consumo total (pessoas que usaram ao menos uma vez): 4,6 milhões de pessoas;
  • Consumo em 2016: 1,3 milhão;
  • Outubro de 2017 (um mês antes do fim da pesquisa): 461 mil.

Conteúdo relacionado:

Como parar de usar cocaína?

6 – Crack

O sexto dessa lista é o crack juntamente com seus similares (merla e oxi), pois todos são feitos com a mesma pasta-base. Além da sexta posição geral, o crack completa o pódio das drogas ilícitas mais consumidas do Brasil.

  • Consumo total (pessoas que usaram ao menos uma vez): 1,3 milhão de brasileiros;
  • Consumo em 2016: 451 mil;
  • Outubro de 2017 (um mês antes do fim da pesquisa): 172 mil.

Ao todo, 1,3 milhão de brasileiros já utilizou essa substância em algum momento. Por sua vez, 451 mil utilizaram essa droga em 2016 e 172 mil em outubro de 2017.

7 – Solventes

Também chamadas de lança-perfume, as drogas solventes são substâncias líquidas voláteis. Em números totais, elas têm 4,2 milhões de usuários, quantidade maior que a do crack.

  • Consumo total (pessoas que usaram ao menos uma vez): 4,2 milhões de usuários;
  • Consumo em 2016: 318 mil;
  • Outubro de 2017 (um mês antes do fim da pesquisa): 86 mil.

Em números totais, essa droga tem mais usuários do que o crack. Contudo, o uso desse entorpecente costuma diminuir muito com o passar do tempo. Ou seja, ao invés de criar um vício, o usuário simplesmente abandona o uso. Por conta disso, o lança-perfume ficou abaixo do crack na lista do Lenad.

Contudo, com o passar do tempo, seu número de usuários diminui muito: 318 mil entrevistados afirmaram usar drogas solventes em 2016 e 86 mil em outubro de 2017.

8 – LSD

A oitava droga da lista é o LSD. Ao todo, 1,2 milhão de pessoas alegaram usar essa substância eventualmente. Por sua vez, 289 mil utilizaram isso em 2016 e 60 mil consumiram essa droga em outubro de 2017.

  • Consumo total (pessoas que usaram ao menos uma vez): 1,2 milhão de usuários;
  • Consumo em 2016: 289 mil;
  • Outubro de 2017 (um mês antes do fim da pesquisa): 60 mil.

Efeitos do LSD

9 – Ecstasy/MDMA

O Ecstasy é a nona droga listada pelo Lenad. Ao todo, um milhão de pessoas alegaram usar essa substância ao menos uma vez. Por sua vez, 235 mil utilizaram essa droga em 2016 e 53 mil a consumiram em outubro de 2017.

  • Consumo total (pessoas que usaram ao menos uma vez): um milhão de usuários;
  • Consumo em 2016: 235 mil;
  • Outubro de 2017 (um mês antes do fim da pesquisa): 53 mil.

10 – Drogas injetáveis

Segundo o Lenad, as drogas injetáveis são as primeiras a terem um consumo abaixo de um milhão de pessoas. Ao todo, 591 mil alegaram usar essa substância ao menos uma vez. Além disso, 246 mil utilizaram essa droga em 2016 e 34 mil nas quatro semanas anteriores ao fim da pesquisa.

  • Consumo total (pessoas que usaram ao menos uma vez): 591 mil usuários;
  • Consumo em 2016: 246 mil;
  • Outubro de 2017 (um mês antes do fim da pesquisa): 34 mil.

11 – Quetamina

Segundo o Lenad, 298 mil pessoas alegaram usar a quetamina ao menos uma vez. Além disso, 184 mil utilizaram essa droga em 2016 e 13 mil nas quatro semanas anteriores ao fim da pesquisa.

  • Consumo total (pessoas que usaram ao menos uma vez): 298 mil usuários;
  • Consumo em 2016: 184 mil;
  • Outubro de 2017 (um mês antes do fim da pesquisa): 13 mil.

12 – Heroína

  • Consumo total (pessoas que usaram ao menos uma vez): 460 mil usuários;
  • Consumo em 2016: 82 mil;
  • Outubro de 2017 (um mês antes do fim da pesquisa): sem registro do Lenad.

Apesar da heroína ter mais usuários totais que a quetamina, seu uso diminui muito com o passar do tempo. Enquanto a quetamina teve 184 mil usuários em 2016, a heroína teve apenas 82 mil. Seu uso em fevereiro de 2017 foi tão baixo que o Lenad não conseguiu registrar.

13 – Chá de Ayahuasca

  • Consumo total (pessoas que usaram ao menos uma vez): 567 mil usuários;
  • Consumo em 2016: sem registro do Lenad;
  • Outubro de 2017 (um mês antes do fim da pesquisa): sem registro do Lenad.

De acordo com as leis brasileiras, o chá de Ayahuasca não pode ser tratado como droga lícita ou ilícita, pois tem forte ligação com alguns rituais religiosos. Contudo, o Lenad resolveu analisá-lo por conta de seu efeito alucinógeno.

O chá de Ayahuasca faz parte de alguns rituais religiosos, portanto, as leis brasileiras não lhe definem como droga lícita ou ilícita. Contudo, o Lenad resolveu inserir esse líquido na lista por conta de seu efeito alucinógeno.

14 – Cogumelos alucinógenos

Apesar dessa droga não fazer parte da pesquisa do Lenad, ela possui grande relevância no planeta. Segundo a Global Drug Survey (GDS), uma das principais pesquisas mundiais sobre as drogas, 10,8% da população mundial faz uso dos cogumelos alucinógenos.

15 – Popper

Assim como os cogumelos, a popper também não faz parte da lista do Lenad. Muito utilizada em raves e outros tipos de festas, essa droga é consumida por 3,8% da população, de acordo com a Global Drug Survey (GDS).

As drogas mais consumidas no Brasil: Percepção de risco dos brasileiros

Quando se trata de percepção de risco, o brasileiro acredita que o crack é muito mais perigoso do que o álcool. De acordo com a Fiocruz, 44,5% das pessoas acreditam que o crack é a droga que mais causa mortes no país. Por sua vez, apenas 26,7% dos brasileiros afirmam que o álcool lidera esse ranking.

No entanto, de acordo com o coordenador do levantamento e pesquisador do Instituto de Comunicação e Informação em Saúde da Fiocruz, Fernando Inácio Bastos, pesquisas da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que o álcool é a droga que mais causa mortes no país. Contudo, Bastos pondera que ambas as drogas causam um grande estrago na saúde pública.

Como encontrar ajuda?

Se você está em busca de uma clínica de recuperação para dependentes químicos, conte com a Interhelp Internação. Fundada em 2014, essa empresa possui um serviço médico de excelência e tem um grande cuidado com seus pacientes.

A Interhelp Internação só contrata profissionais de alta qualidade, por isso, ela presta ótimos serviços. Afinal de contas, uma clínica de qualidade contribui muito para a recuperação do dependente.

Conteúdo relacionado:

10 Dicas de como ajudar um dependente químico

Acesse nosso site: www.interhelpinternacao.com.br 
FALE CONOSCO: 0800 500 9945