Crise de pânico: O que é e como tratar?

crise de pânico

Públicado em: 22 de fevereiro de 2023

Última Atualização em: 22 de fevereiro de 2023

crise de pânico, por si só, não pode ser considerada uma patologia. Mas, sim, trata-se de um dos sintomas de problemas relacionados com a síndrome do pânico e os transtornos de ansiedade, ou mesmo pode aparecer quando a pessoa vive uma ansiedade intensa e pontual.

Dito de outro modo, podemos dizer que uma crise de pânico pode ocorrer sem necessariamente o sujeito ter um diagnóstico por conta disso – pois pode ser uma situação de ansiedade súbita, por exemplo.

Por outro lado, quando as crises ocorrem de forma periódica, é importante investigar a existência de algum quadro clínico, como a síndrome que listamos acima. Com o propósito de clarificar esses pontos, fizemos este conteúdo com uma série de considerações. Não deixe de conferir!

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O que é a crise de pânico?

A crise de pânico consiste em um conjunto de sintomas vivenciado de forma súbita e intensa, em uma “crise de ansiedade”, podemos assim dizer. Ela pode ser causada por alguma patologia pré-existente, como algum transtorno de ansiedade ou síndrome do pânico, bem como pode acontecer em decorrência de um episódio pontual de ansiedade extrema.

Sua durabilidade pode ser de alguns minutos ou mais, dependendo dos gatilhos e da situação emocional e psíquica do indivíduo.

Quais os sintomas de crise de pânico? Como saber se é ataque de pânico?

Os sintomas estão, normalmente, associados com uma sensação intensa de perigo, mesmo quando não há indícios de que o sujeito esteja realmente vivenciando uma situação perigosa para a sua saúde ou vida. Veja alguns desses sinais:

  • Palpitação;
  • Sudorese;
  • Sensação de engasgo;
  • Aperto no peito;
  • Alterações na pressão arterial;
  • Tontura;
  • Náusea;
  • Vômito;
  • Medo extremo de morrer ou adoecer;
  • Entre outros.

Pode haver uma variação entre os sintomas físicos e emocionais vividos por cada indivíduo, de acordo com a história de vida e questões psíquicas de cada um.

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O que fazer para aliviar a crise de pânico?

Além de buscar o tratamento profissional, oferecido por psicólogos e psiquiatras, é possível que o indivíduo também coloque em prática algumas ações complementares que podem aumentar a sensação de relaxamento e reduzir os sintomas da crise de pânico. Veja algumas considerações:

  • Procure um lugar tranquilo: Ir em busca de um ambiente tranquilo, para tentar acalmar a mente, é um bom ponto de partida. Procure um cômodo que seja mais silencioso e que provoque menos gatilhos de desconforto.
  • Respire profundamente: Respirar profundamente, e de forma relativamente lenta, ajuda a levar mais oxigenação para o corpo, promovendo o relaxamento e um maior equilíbrio dos batimentos cardíacos.
  • Focar nas percepções com relação ao ambiente: Observe as sensações e percepções que o seu corpo tem do ambiente. Como está a temperatura? A coloração do dia? Qual a sensação da roupa tocando a sua pele? O que há a sua volta? Quais as características do ambiente em que você está?
  • Conversar com alguma pessoa de confiança: Conversar com alguma pessoa que você confia também é uma forma de minimizar o foco no descontrole gerado pela crise de pânico.
  • Concentre-se em um objeto: Assim como se concentrar no que há à sua volta pode ser uma boa opção, concentrar-se em um único objeto também tende a trazer resultados promissores em alguns casos. Eleja um objeto que será avaliado em detalhes, observando cor, textura, peso, temperatura, entre outros detalhes que possam ajudá-lo a, aos poucos, desconectar-se dos pensamentos descontrolados da crise.
  • Mentalizar as situações que já foram “vencidas”: Tente recordar outras crises que foram vivenciadas e, depois, foram vencidas. Isso pode trazer um sentimento de familiaridade, ou seja, pode ajudar a perceber que embora o momento seja desafiador, você já venceu e passou por isso no passado.

Qual o tratamento para crise de pânico?

O tratamento para crise de pânico consiste em acompanhamento psicoterapêutico e até mesmo psiquiátrico. Além disso, mudar o estilo de vida e investir em técnicas de relaxamento também são formas de promover mais qualidade de vida e combater o reaparecimento das crises.

1. Psicoterapia

Por meio da psicoterapia, o indivíduo poderá compreender melhor os sentimentos e emoções que costumam estar envolvidos com as crises de pânico. Desse modo, é possível “dar nome” ao que se sente, o que faz toda a diferença na horas de enfrentarmos os desequilíbrios provocados pelas sensações físicas e emocionais.

Até porque, quando sentimos uma angústia que não somos capazes de nomear, podemos ter dificuldade para entender, de fato, o que fazer para lidar com ela.

Além disso, o terapeuta também atua com foco em psicoeducação, ajudando o indivíduo a compreender melhor os seus sintomas e as ações que podem ajudar a lidar com eles.

2. Mudança de hábito

Adotar um estilo de vida mais saudável também ajuda a combater as crises de pânico e de ansiedade.

Para isso, implementar exercícios físicos na rotina e cuidar da qualidade do sono, por exemplo, são boas medidas.

O médico e o psicólogo podem orientar quanto às mudanças pertinentes, de acordo com as singularidades de cada um.

3. Técnicas de relaxamento

As técnicas de relaxamento, como a respiração diafragmática e a meditação, também podem contribuir, como complemento, para o tratamento das crises de pânico.

Porém, o ideal é conversar com um profissional qualificado para compreender melhor como colocar em prática cada uma dessas modalidades.

4. Medicamentos prescritos pelo psiquiatra

Na consulta com o psiquiatra, o indivíduo também poderá receber a prescrição de medicamentos focados em reduzir os sintomas de ansiedade.

Esse medicamento será prescrito de acordo com a situação do sujeito e, inclusive, algumas pessoas podem nem necessitar desse tipo de fármaco, dependendo da intensidade das crises.

Por isso, conversar com o profissional para compreender qual o melhor caminho para o seu caso é muito importante.

Conclusão

A crise de pânico, embora, por si só, não seja uma doença, pode afetar profundamente a vida do indivíduo. Por isso, buscar apoio profissional para lidar com esse tipo de crise de ansiedade pode auxiliar na manutenção da qualidade de vida e na redução de efeitos colaterais causados pelos sintomas.

Referências

Ataques de pânico e síndrome do pânico. Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-de-sa%C3%BAde-mental/ansiedade-e-transtornos-relacionados-ao-estresse/ataques-de-p%C3%A2nico-e-s%C3%ADndrome-do-p%C3%A2nico. Acesso em 22 fev. 2023.

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