Distimia: O que é, causas, sintomas e tratamentos

Distimia

Públicado em: 20 de maio de 2022

Última Atualização em: 20 de maio de 2022

Você já ouviu falar em distimia? Saiba mais sobre essa doença crônica que afeta tantas pessoas e, muitas vezes, é subnotificada.

O que é distimia?

Ela pode ser compreendida como um tipo de depressão mais “leve”, porém, a sua duração é longa. Trata-se de uma tristeza praticamente constante na vida do indivíduo, que perdura por pelo menos dois anos.

Vale ressaltar que apenas a “tristeza” não caracteriza a distimia. Isto é, o indivíduo precisa apresentar pelo menos outros dois sintomas da depressão para que o seu quadro seja caracterizado como distimia.

Como é ter distimia?

Distimia

Quando se trata de algo relacionado à saúde mental do sujeito, devemos ter consciência de que cada caso sempre será um caso. Porém, podemos detectar algumas características corriqueiras em casos distímicos, como por exemplo:

  • De forma geral, a pessoa com distimia costuma apresentar uma autoestima baixa.
  • O interesse por fazer atividades, ditas como prazerosas, quase não existe.
  • A produtividade do indivíduo é relativamente baixa.
  • Uma pessoa com distimia se sente inadequada aos ambientes e situações nos quais se insere.
  • A performance no trabalho/estudos costuma ser mais abaixo da média.
  • Os pensamentos negativos também fazem parte da rotina de uma pessoa que se enquadra no diagnóstico de distimia.

Vale ressaltar, também, que esse quadro clínico pode abrir um caminho para o consumo de drogas e até mesmo substâncias ilícitas. Por isso, se você conhece alguma pessoa que apresenta comportamentos de quem tem distimia, ofereça apoio e conscientize-a sobre a possibilidade de tratamento.

Sintomas de distimia

Os sintomas de distimia podem variar de pessoa para pessoa, como já comentamos. No entanto, é possível detectar, ao menos, dois ou mais sinais que destacamos na lista abaixo:

  • Mau humor constante: Dificilmente você vê a pessoa se sentindo feliz e plena com algo. Não que ela sempre esteja triste ou irritada, mas as feições de felicidade são raras ou nulas.
  • Baixa autoestima: A pessoa sempre se diminui e se enxerga como incapaz.
  • Tristeza, desânimo e choro: A pessoa dificilmente enxerga algo promissor nas situações nas quais se insere, vivendo um quadro de desânimo que perdura por anos.
  • Falta de energia e disposição no dia a dia: A pessoa costuma ficar em casa, sem desejo de fazer alguma coisa. Não tem energia, inclusive, para atividades que costumeiramente são consideradas prazerosas pelas outras pessoas.
  • Alterações no sono e no apetite: Uma pessoa com quadro de distimia tende a apresentar alterações no ritmo de sono e no apetite.
  • Pessimismo exacerbado: Mesmo diante de situações positivas a pessoa ainda enxerga os pontos negativos, sem focar no que pode ser bom.

Quais são as causas da distimia?

Não podemos afirmar uma única causa para o quadro de distimia. Primeiro porque não existe uma resposta concreta para essa pergunta. Segundo porque a história do indivíduo pode ter um papel predominante no desenvolvimento do quadro.

De todo modo, podemos considerar três esferas que, quando não bem organizadas, podem desencadear um quadro de distimia. Veja:

  • Fatores bioquímicos: Mudanças químicas no organismo, mais especificamente no equilíbrio cerebral.
  • Fatores genéticos: Quadros de depressão na família ou mesmo de distimia também podem ser uma das possíveis causas.
  • Fatores ambientais: Neste caso, podemos “mergulhar” em muitas outras causas e fatores. Afinal, a causa ambiental pode ser:
    • Episódio estressante;
    • Perda de ente querido;
    • Traumas;
    • Baixa autoestima;
    • Falta de oportunidades;
    • Ambiente de trabalho ou familiar que seja tóxico;
    • Episódios constantes de ansiedade;
    • Entre outras possibilidades.

O que fazer para melhorar a distimia?

Distimia

A busca por tratamento é o primeiro passo. Por meio da psicoterapia e do acompanhamento psiquiátrico, o indivíduo passa a se entender com as próprias emoções e sensações. Além disso, o tratamento medicamentoso auxilia no equilíbrio cerebral e químico do organismo.

Outros pontos que podem melhorar o quadro de distimia consistem em investir em hábitos saudáveis na rotina. Consumir alimentos saudáveis, cuidar do sono, praticar exercícios físicos e outras atividades saudáveis podem auxiliar na manutenção do tratamento.

Trata-se de uma adaptação. A distimia é uma realidade, mas como tal, pode ser manejada da melhor forma possível, focando na qualidade de vida do sujeito.

Vivendo com distimia

Viver com distimia, quando controlada, pode ser mais fácil do que parece. Mas, para que isso realmente se torne realidade, é preciso buscar a ajuda profissional.

Por meio do acompanhamento adequado o sujeito pode resgatar o prazer de viver e experimentar coisas novas em sua vida. Assim, a qualidade de vida pode sim ser restaurada, visando uma vida mais feliz.

Qual é a diferença entre depressão e distimia?

Podemos dizer que a depressão apresenta mais episódios. Isto é, o sujeito tem episódios depressivos ao longo de sua vida. No entanto, a distimia ocorre de forma mais recorrente e constante. Além de poder começar na infância.

A depressão tem os seus “picos” ao longo da história do sujeito. Porém, a distimia é crônica e mantém-se, até certo ponto, estável. Por isso o acompanhamento profissional é tão importante, uma vez que o sujeito passa a maior parte da sua vida lidando com os sintomas.

Como tratar uma pessoa com distimia?

Como comentamos anteriormente, uma pessoa com esse quadro merece atenção profissional. Ela deverá receber o acompanhamento psicoterapêutico, oferecido pelo psicólogo, e o medicamentoso oferecido pelo psiquiatra.

Além disso, o psicólogo poderá trabalhar ainda a psicoeducação, que consiste em auxiliar o sujeito no entendimento do seu quadro. Quando ele entende as potenciais causas, sintomas e intensidades dos sintomas, passa a ter um controle maior sobre si mesmo.

O psicoterapeuta também pode apontar quais hábitos podem ser eficazes no tratamento. É o caso dos cuidados com alimentação, sono e exercícios, que já comentamos anteriormente.

Sendo assim, se você conhece alguém que tem sintomas de distimia ou se esse é o seu caso, busque ajuda profissional! A equipe da Interhelp Internação pode lhe ajudar a encontrar a melhor clínica para você. Entre em contato conosco!

Conclusão

A distimia diz respeito a um quadro de desânimo e tristeza que perdura por mais de dois anos. Trata-se de uma doença crônica que exige acompanhamento profissional. Os sintomas e as causas são diversas, sendo necessário avaliar cada caso de forma subjetiva.

Se você acredita que está com distimia, busque ajuda psicológica! Conte com a gente para isso.

Referências

DISTIMIA: UMA FORMA MENOS ÓBVIA DE DEPRESSÃO. Disponível em: <https://www.pfizer.com.br/noticias/ultimas-noticias/distimia-uma-forma-de-depressao> Acesso em 20 maio 2022.

Distimia: características históricas e nosológicas e sua relação com transtorno depressivo maior. Disponível em: <https://www.scielo.br/j/rprs/a/mKkkpzcSt9kCpSjp6FyDS7J/?lang=pt> Acesso em 20 maio 2022.

Revisado por Camila Bonatti: Psicóloga (CRP12/17354)

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