Transtorno de Ansiedade Generalizada – Sintomas, causas e tratamentos

Transtorno de Ansiedade Generalizada

Públicado em: 20 de julho de 2022

Última Atualização em: 20 de julho de 2022

transtorno de ansiedade generalizada pode provocar uma preocupação excessiva, difícil de ser controlada, e que se torna persistente na vida do indivíduo. As causas do problema são multifatoriais, e podem estar associadas a questões ambientais, histórico familiar, hereditariedade, etc. O tratamento pode ser psicoterapêutico e medicamentoso. É fundamental entender o quadro para buscar ajuda qualificada.

Por isso, fizemos este guia com uma série de detalhes importantes sobre o tema. Acompanhe para saber mais.

O que é o transtorno de ansiedade generalizada?

O transtorno de ansiedade generalizada, também conhecido como TAG, pode ser entendido como um distúrbio que provoca uma preocupação excessiva no indivíduo. Essa preocupação pode desencadear outros sintomas, como inquietação, sensação de estar com os nervos à flor da pele, tensão muscular, etc. Essas sensações costumam ser persistentes e os sintomas são percebidos de forma recorrente por, pelo menos, 6 meses.

Trata-se de uma situação que pode parecer difícil de controlar. Isto é, o indivíduo pode sentir que não tem controle sobre o que sente, vivenciando sintomas intensos que podem, ainda, ser somáticos – é o caso de pessoas que ficam com dor de cabeça, diarréia, sudorese ou outro sintoma físico por conta da ansiedade.

Esse quadro exige acompanhamento psicoterapêutico para que o indivíduo possa lidar melhor com os sintomas, entendendo-os e minimizando-os.

Como identificar transtorno de ansiedade generalizada? Quais os sintomas?

Para identificar um quadro de transtorno de ansiedade generalizada, o médico deverá avaliar os sintomas apresentados pelo paciente. Alguns dos sintomas mais comuns desse quadro são os seguintes:

  • Inquietação ou sensação de estar com os nervos à flor da pele.
  • Fatigabilidade.
  • Dificuldade para se concentrar.
  • Sensações de “branco” na mente.
  • Irritabilidade.
  • Tensão muscular e dores musculares.
  • Sintomas somáticos, como sudorese, diarréia, náusea, cefaléia, etc.
  • Batimentos cardíacos acelerados no momento em que a crise acontece.
  • Perturbação do sono.
  • Dificuldade para controlar as suas preocupações.
  • Ansiedade e preocupação excessiva, que acontece por, pelo menos, seis meses, com diversos eventos e atividades.

Como é feito o diagnóstico do transtorno de ansiedade generalizada?

O diagnóstico só pode ser feito por um médico psiquiatra que irá avaliar uma análise clínica do caso. Nesta análise, o médico levará em conta fatores como:

  • A intensidade e frequência dos sintomas.
  • Período em que os sintomas iniciaram – é preciso vivenciar os sintomas por pelo menos 6 meses para ter o diagnóstico.
  • A história clínica do paciente.
  • O impacto dos sintomas na vida do sujeito – será analisado se há prejuízos e consequências intensas causadas pelos sintomas.
  • Se há algum outro diagnóstico que possa justificar o aparecimento dos sintomas.
  • Se o quadro está associado a alguma substância química, como drogas, medicamentos consumidos de forma inadequada, etc.

Depois da avaliação minuciosa, o médico poderá fechar o diagnóstico para, a partir disso, desenvolver o tratamento que for mais alinhado com o quadro.

Quais as causas do transtorno de ansiedade generalizada?

As causas do transtorno de ansiedade generalizada podem ser caracterizadas como multifatoriais. Isso significa que o desenvolvimento do quadro pode estar associado a uma série de fatores ambientais, genéticos, fisiológicos e temperamentais, por exemplo.

Assim, sendo, podemos citar algumas circunstâncias que podem vir a ter relação com o quadro:

  • Adversidades na infância.
  • Superproteção parental durante a infância.
  • Inibição comportamental.
  • Hereditariedade, em casos nos quais o indivíduo tenha algum parente com o TAG ou transtorno depressivo maior, por exemplo.
  • Diversos problemas ao longo da vida também podem desencadear o quadro.

Vale ressaltar que cada caso é único, o que significa que as causas de uma crise de ansiedade e do quadro de TAG é diferente para cada indivíduo. Por isso, inclusive, que o tratamento deve ser alinhado ao perfil do paciente, a fim de entregar a ele mais qualidade de vida e bem-estar.

Tratamento para transtorno de ansiedade generalizada

O tratamento para TAG costuma ser multidisciplinar, convocando os mecanismos da psicoterapia e o acompanhamento psiquiátrico para casos nos quais há a necessidade de prescrição de medicamentos.

Sendo assim, o tratamento consiste em:

Psicoterapia

Na psicoterapia, o indivíduo tem a oportunidade de explanar o que sente, podendo compreender mais a fundo as próprias emoções e os sintomas de ansiedade. Os gatilhos do problema também podem ser melhores compreendidos, visando um maior autocontrole no dia a dia. Inclusive, o indivíduo pode vir a aprender estratégias de minimizar os sintomas de ansiedade, para ter um suporte a mais quando a crise se instaurar.

As questões traumáticas da infância, que potencialmente podem ter relação com o quadro, também poderão ser ressignificadas durante o tratamento psicoterapêutico. Desse modo, o indivíduo começa a lidar melhor com as suas próprias emoções, à medida que o tempo passa.

Vale ressaltar que não podemos descrever uma quantidade específica de sessões para tratar o transtorno de ansiedade generalizada. Cada caso pode exigir uma quantidade de sessões específica.

Medicamento

O medicamento também poderá ser prescrito pelo médico psiquiatra. Neste caso, caberá ao médico avaliar a gravidade dos sintomas e o quanto eles podem estar impactando a qualidade de vida do sujeito. A partir dessa análise será prescrito o fármaco que mais auxilie o indivíduo em seu dia a dia.

É importante ter em mente que apenas o médico psiquiatra é quem poderá fazer essa prescrição. Jamais se automedique. Busque sempre a ajuda profissional para encontrar a melhor forma de lidar com os sintomas da TAG.

Conclusão

O transtorno de ansiedade generalizada pode provocar um sofrimento intenso na vida de quem tem esse diagnóstico. Isso porque a irritabilidade, a ansiedade e a preocupação excessiva podem atrapalhar as tomadas de decisão, a concentração e o bem-estar de uma forma geral.

Suas causas são multifatoriais e podem estar associadas a uma série de questões da vida do sujeito. Sendo assim, o tratamento deve ser adequado para cada caso, tendo em vista que uma pessoa nunca será igual a outra.

Por isso, buscar a ajuda psicológica e psiquiátrica é tão importante. Por meio de um tratamento adequado e alinhado às necessidades do paciente é possível desenvolver uma rotina mais equilibrada e que minimize os sintomas.

Referências

Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5 – 5ª Edição. Disponível em: <https://dislex.co.pt/images/pdfs/DSM_V.pdf> Acesso em 20 jul. 2022.

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