Demência: Sintomas, causas e tratamentos

demência

Públicado em: 29 de julho de 2022

Última Atualização em: 29 de julho de 2022

demência é um quadro clínico que chama a atenção de muitas pessoas, e não é para menos, se considerarmos os prejuízos sociais, cognitivos e comportamentais que uma pessoa com demência pode ter. Por isso, entender um pouco mais sobre o assunto é uma forma de buscar o suporte adequado para esse tipo de situação.

Neste conteúdo, trouxemos informações científicas sobre a demência, com base em estudos e pesquisas, visando lhe auxiliar no seu entendimento. Saiba mais.

Quais são os sintomas da demência?

Os sintomas da demência podem ser categorizados dentro de alguns critérios diagnósticos trazidos pelo DSM-V e outros estudos. Abaixo listamos alguns deles para que você possa ter uma compreensão mais clara desse quadro clínica. Confira:

  • Sinais e evidências de declínio cognitivo importante, que seja detectado a partir de nível anterior de desempenho em um ou mais domínios cognitivos. É o caso de a pessoa ter um declínio na capacidade de atenção complexa, aprendizagem, memória, linguagem, etc. 
  • Potenciais prejuízos causados por conta do declínio no desempenho cognitivo.
  • Problemas relacionados à independência do indivíduo. Isto é, ele passa a ter a sua independência em atividades diárias afetadas, necessitando de assistência em algumas dessas atividades, como o pagamento de contas ou controle de medicamentos.
  • Desorientação espacial.
  • Problemas de memória. Especialmente no início, esses problemas podem ser relacionados à memória recente.
  • Alterações no comportamento.
  • Comprometimento da capacidade funcional do sujeito.

É importante ter consciência de que existe mais de um tipo de demência e, por isso, cada caso pode ainda se manifestar de uma forma distinta. Por isso, sinais de perda de memória, problemas na linguagem, comportamento inadequado e outros sintomas merecem atenção e investigação médica.

Quais as causas da demência? O que leva a pessoa a demência?

As causas da demência são variáveis, e são muitos os fatores que podem influenciar no desenvolvimento desse tipo de quadro. Há questões relacionadas à genética, lesões cerebrais traumáticas, HIV, idade (envelhecimento), consumo de drogas, outras doenças, estilo de vida, entre outros.

Quais são os tipos de demência?

Existem alguns subtipos de demência que podem ser encontrados descritos no DSM-V, por exemplo. Listamos os quatro mais recorrentes, segundo esta pesquisa:

  • Doença de Alzheimer: Caracteriza-se por um processo degenerativo que acomete a formação hipocampal, inicialmente. Mais tarde, há o comprometimento de áreas corticais associativas e relativa preservação dos córtices primários. Por conta disso, os principais sintomas podem estar associados a alteração cognitivas e comportamentais, preservando o funcionamento sensorial e motor, inclusive quando a doença já estiver mais avançada.
  • Demência vascular: Considerada a segunda maior causa de demência, a DV refere-se aos quadros clínicos que são provocados pela presença de DCV. Pode associar-se aos efeitos de grandes lesões troboembólicas, estados lacunares e lesões únicas em locais específicos. Além disso, associa-se com a demência provocada pelos acidentes vasculares cerebrais hemorrágicos.
  • Demência com corpos de Lewy: Trata-se da terceira causa mais frequente de demência. Neste tipo de quadro, o indivíduo pode apresentar flutuação dos déficits cognitivos, alucinações, sintomas parkinsonianos, etc.
  • Demências frontotemporais: Na quarta causa mais frequente do quadro clínico de demência, podemos classificar as demências frontotemporais, que têm como características as alterações da linguagem, alterações no comportamento (isolamento social, apatia, perda de crítica, impulsividade, irritabilidade, descuido com a higiene pessoal), sintomas depressivos, entre outros sintomas. É importante ressaltar que nesse caso a memória encontra-se relativamente preservada (CARABEMLLI & BARBOSA, 2002).

Além desses quatro subtipos, podemos ainda encontrar outros tipos de demência, também descritos no DSM-V. São eles:

  • Lesão cerebral traumática;
  • Infecção por HIV;
  • Doença de príon;
  • Doença de Parkinson;
  • Doença de Huntington;
  • Múltiplas etiologias.

Como é o comportamento de uma pessoa com demência?

O comportamento pode ser bastante variável, pois tudo pode depender do tipo de demência, do nível de comprometimento, etc. Isso significa que uma pessoa com demência

  • Pode apresentar desorientação;
  • Em algumas situações, pode ser desinibida de forma inadequada;
  • Pode apresentar um comportamento de descuido para com a própria higiene;
  • Pode apresentar uma confusão mental;
  • A perda de memória pode se tornar um impasse para lidar com tarefas cotidianas;
  • Questões relacionadas à psicomotricidade também podem ser percebidas em muitos casos; etc.

A pessoa com demência, quando esta afeta a sua memória, também pode apresentar dificuldades para se relacionar com as outras pessoas, devido à perda da memória específica, relacionada ao indivíduo em questão. Por isso, ter paciência, acolher e oferecer respeito ao sujeito com demência é muito importante.

Como diagnosticar a demência?

O médico psiquiatra ou neurologista são os responsáveis por diagnosticar os casos de demência, sejam eles quais forem. Para isso, a análise da história clínica do paciente é um ponto de partida para a investigação. Isso acontecerá por meio de uma “entrevista”, chamada anamnese.

Além disso, diversos instrumentos, testes e exames podem ser utilizados para analisar a cognição e as habilidades do indivíduo. Exames de imagem também podem ser relevantes para um diagnóstico mais adequado.

Tratamento para demência

O tratamento para dependência precisa estar associado à causa do problema. Isso significa que cada quadro clínico pode apresentar um tipo de tratamento diferente.

Entretanto, medicamentos podem ser descritos pelo médico, além de investir-se em intervenções que possam desacelerar o processo neurodegenerativo. A psicoterapia, em alguns casos, também pode auxiliar o indivíduo na hora de atravessar as angústias vividas depois de receber um diagnóstico como esse.

Outro ponto que pode estar associado ao tratamento é a internação do sujeito com demência. Para que essa internação aconteça, o médico irá avaliar o quadro e analisar até que ponto a demência tem causado prejuízos graves e aumentado, inclusive, o risco de morte do sujeito diagnosticado. Assim sendo, a internação será indicada para casos específicos, com o aval de um profissional qualificado.

Conclusão

A demência pode estar associada a muitos fatores, como consumo de substâncias, doenças, envelhecimento, etc. Exige tratamento médico para que seja possível minimizar o avanço da doença e, assim, auxiliar o sujeito no mantimento de sua qualidade de vida. Em alguns casos, pode requerer internação, por mais doloroso que isso possa ser para a família.

Se você busca tratamento e suporte para a demência, entre em contato com a Interhelp Internação. A equipe de especialistas está à disposição para lhe ajudar a encontrar uma clínica perto de você.

Referências

Como diagnosticar as quatro causas mais freqüentes de demência? Disponível em: <https://www.scielo.br/j/rbp/a/wK6prKZXgrZwcyTB9TScPpH/?lang=pt> Acesso em 29 jul. 2022.

Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5 – 5ª Edição. Disponível em: <https://dislex.co.pt/images/pdfs/DSM_V.pdf> Acesso em 29 jul. 2022.

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