Ansiolíticos: tudo o que você precisa saber!

ansiolíticos

Públicado em: 19 de maio de 2022

Última Atualização em: 19 de maio de 2022

Certamente, em algum momento, você já ouviu falar de ansiolíticos, não é mesmo?

Porém, embora se trate de um medicamento bastante consumido, ele ainda gera uma série de dúvidas nos pacientes que o utilizam e nas pessoas de maneira geral.

Vale ressaltar, ainda, que esse tipo de medicamento é tarja preta e pode causar dependência química.

Assim sendo, conhecer mais sobre o assunto e entender os efeitos e característica dos ansiolíticos é um caminho para evitar problemas futuros.

E para lhe ajudar nesse sentido, fizemos este guia completo. Acompanhe para saber mais!

Quais os ansiolíticos mais comuns?

Atualmente, os ansiolíticos mais comuns e conhecidos no mercado farmacêutico são os seguintes:

  • Alprazolam.
  • Diazepam.
  • Bromazepam.
  • Clonazepam.
  • Lorazepam.
  • Midazolam.
  • Nitrazepam.

Possivelmente você deva conhecer alguém que já consumiu ou consome alguns desses medicamentos – bem como pode ser o seu próprio caso.

Vale ressaltar que quando bem administrados e baseados em prescrição médica, esses medicamentos são considerados seguros. No entanto, o consumo indiscriminado e sem acompanhamento profissional qualificado pode proporcionar efeitos colaterais intensos.

Qual a diferença entre antidepressivos e ansiolíticos?

A diferença entre ansiolíticos e antidepressivos tende a causar algumas confusões. Isso porque embora o antidepressivo seja prescrito em casos de depressão, alguns quadros de ansiedade podem exigi-los.

O mesmo vale para os ansiolíticos: estes foram desenvolvidos para o tratamento de ansiedade, mas podem ser coadjuvantes no tratamento da depressão.

Sendo assim, se levarmos em conta a essência inicial de cada medicamento, ou seja, o motivo pelo qual cada um foi desenvolvido, podemos ter a diferenciação da seguinte forma:

  • Ansiolítico: Trata questões relacionadas à ansiedade.
  • Antidepressivo: Atua no humor e na produção de neurotransmissores.

Tanto um medicamento quanto o outro pode ser usado em ambos tratamentos: de ansiedade e depressão. Tudo depende dos sintomas, da intensidade do problema e das questões singulares de cada paciente.

Justamente por isso que nunca devemos nos automedicar. Afinal, só porque um medicamento ansiolítico foi desenvolvido para a ansiedade, não necessariamente é o que você realmente necessita para tratar o seu quadro.

Conversar com o seu médico psiquiatra é indispensável para garantir a administração do melhor tipo de medicamento possível. Fique atento a isso!

Qual o efeito do ansiolíticos?

ansiolíticos
Ansiolíticos.

Os ansiolíticos têm o papel de agir no sintoma, controlando o funcionamento exagerado das células superexcitadas. Em decorrência disso, a pessoa pode se sentir mais tranquila e calma, tendo mais qualidade de vida no curto, médio e longo prazo.

No entanto, se administrado de forma errada, pode causar dependência, crises de abstinência e efeito rebote – que é quando os sintomas de ansiedade retornam mais intensos ao interromper o uso do medicamento.

Qual é o ansiolítico de menor efeito colateral?

Segundo alguns especialistas, o Escitalopram é considerado um dos ansiolíticos com menor efeito colateral.

De todo modo, deve ser administrado por meio da prescrição médica e nunca deve ser descontinuado sem acompanhamento profissional.

Qual ansiolítico não causa dependência?

Infelizmente, o ansiolítico é considerado um medicamento tarja preta. Isto é, pode causar dependência química, crises de abstinência, etc.

Sendo assim, atualmente não existe nenhum ansiolítico que não cause a dependência. Claro que essa dependência acontecerá quando o uso for indiscriminado e inadequado.

Em caso de dúvidas, sempre converse com o seu médico e nunca interrompa o seu tratamento sem receber algum tipo de suporte profissional. A dependência química pode ser dolorosa e, por isso, a negligência deve ser evitada durante o consumo deste medicamento. Fique atento!

Como se faz para deixar de tomar ansiolítico?

ansiolíticos
Ansiolíticos.

É indispensável que você procure o seu psiquiatra que receitou o ansiolítico para você antes de fazer a interrupção do consumo do medicamento.

Caso contrário, os efeitos colaterais poderão ser bastante desagradáveis e até dolorosos em certos níveis. Por isso, ter o apoio de quem entende é um passo fundamental para não perder a sua qualidade de vida.

Em casos de dependência química, devido ao consumo indiscriminado e errôneo, você pode procurar uma clínica de reabilitação. Lá você receberá o suporte psicológico e terapêutico adequado para o seu quadro.

Afinal, infelizmente não existe um passo a passo único e infalível para deixar de tomar ansiolítico. Tudo é questão de paciência e dedicação no tratamento de desintoxicação.

Portanto, se você quer encontrar alguma clínica perto de você, entre em contato com a nossa equipe! Estamos à disposição para ajudar você nessa sua importante busca.

Qual o ansiolítico mais seguro?

Novamente reiteramos que é muito importante conversar com o seu médico para encontrar o ansiolítico mais seguro para o seu caso

Isso porque cada organismo poderá responder de uma forma diferente, além de que cada caso de depressão/ansiedade exige uma administração medicamentosa específica.

Sendo assim, jamais se automedique e converse com o seu médico acerca do medicamento que pode proporcionar mais qualidade de vida, sem prejudicar o seu bem-estar severamente.

Conclusão

Os ansiolíticos são muito conhecidos por serem usados no tratamento da ansiedade. Porém, estudos apontam que eles são muito eficientes como coadjuvantes no tratamento da depressão.

Além disso, cada caso exige uma dosagem e um tipo de ansiolítico específico, visando restabelecer a qualidade de vida do paciente.

Por ser um medicamento tarja preta, pode causar dependência química e crises de abstinência quando mal administrado.

Outro fator relevante é que você nunca deve interromper o consumo do medicamento sem o conhecimento do seu médico, pois as crises de abstinência e até mesmo o efeito rebote (de intensificação dos sintomas) podem aparecer.

Em caso de dúvidas, contate o profissional que receitou este medicamento para você.

E em casos de dependência química, entre em contato com a nossa equipe para que possamos lhe ajudar a lidar com essa situação de uma forma mais assertiva, visando restaurar a sua saúde e o seu bem-estar.

A equipe da Interhelp Internação está aqui para ajudar você!

Referências

Ansiolíticos ou tranquilizantes. Disponível em: <https://www2.unifesp.br/dpsicobio/cebrid/quest_drogas/ansioliticos.htm> Acesso em 19 maio 2022.

O modelo de atenção à saúde e o uso de ansiolíticos entre mulheres. Disponível em: <https://old.scielo.br/pdf/epsic/v9n1/22388.pdf> Acesso em 19 maio 2022.

Revisado por Camila Bonatti: Psicóloga (CRP12/17354)

Dúvidas? Para saber mais, entre em contato conosco.
Acesse nosso site: www.interhelpinternacao.com.br 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.